Atentado com bomba deixa 6 mortos em Damasco
Um atentado com bomba deixou pelo menos seis mortos e 22 feridos nesta quinta-feira (2) em um café no centro da capital síria, Damasco, informaram as autoridades. O ataque representa um novo desafio para o governo islamista, que tenta estabilizar o país após mais de uma década de guerra.
Este é o atentado mais mortal desde junho de 2025 e, até o momento, não foi reivindicado.
Segundo a televisão estatal, a explosão foi provocada por um "artefato explosivo" colocado no estabelecimento, localizado em uma área movimentada perto do Palácio da Justiça.
O Ministério da Saúde informou que há seis mortos e 22 feridos, segundo uma atualização do balanço de vítimas.
Nour Khayyat, de 40 anos, dono de uma loja de baterias para painéis solares perto do local do ataque, declarou à AFP que, "por volta das 15h00 (9h00 no horário de Brasília)", ouviu uma "forte explosão" e que "a vitrine tremeu".
"As pessoas correram para o café e chamaram as ambulâncias", acrescentou.
Mohamed al Zahabi, dono de uma ótica ao lado do estabelecimento atingido, ainda tremia ao relatar à AFP que, após a explosão, sentiu uma "forte onda de pressão e todo o local sacudiu".
"Corri para lá e vi pessoas caídas no chão, com sangue por toda parte", acrescentou.
Segundo ele, as cenas lhe lembraram os atentados que atingiram Damasco durante a guerra civil, que se prolongou por quase 14 anos.
Ao chegar ao local, o governador de Damasco, Maher Eldibi, declarou que uma investigação foi aberta e que os responsáveis "serão punidos".
"Toda vez que o país atravessa um período de estabilidade, há grupos mal-intencionados que tentam desestabilizá-lo", afirmou.
Desde a chegada ao poder, em dezembro de 2024, das autoridades islamistas que derrubaram Bashar al-Assad, Damasco foi palco de vários incidentes.
O atentado mais grave ocorreu em junho de 2025 e teve como alvo uma igreja.
Aquele ataque suicida, que deixou 25 mortos, foi reivindicado por um grupo fundamentalista sunita, enquanto as autoridades responsabilizaram o grupo jihadista Estado Islâmico.
L.Wagner--VZ